Frutose de mocinha à vilã!



É evidente que o consumo de açúcares aumentou consideravelmente nas últimas décadas. E não é de hoje que se verifica um aumento no consumo de frutose industrializada pela população. Talvez nem todos saibam sobre os perigos do seu alto consumo e sobre a indução de certas patologias como a síndrome metabólica (obesidade, hipertensão, hipertrigliceridemia, dislipidemia), diabetes, resistência à insulina, inflamação, alterações renais, hiperuricemia, estresse oxidativo e ganho de gordura abdominal e visceral.
A frutose nada mais é do que o açúcar da fruta associado à fitonutrientes, que a torna um alimento saudável. Até aí tudo bem, mas quando transformada em produtos industrializados como sucos de caixinha ou doces, a frutose é modificada e associada à glicose, aumentando o depósito de gordura no fígado, principalmente quando consumida com iogurtes comuns ou pettit suisse’s, além de alterar os níveis do colesterol.
Quando eu falo do elevado consumo de açúcares, e principalmente frutose, não estou falando das frutas, mas sim da frutose invertida, isolada, presente nos refrigerantes (soft drinks), bebidas levemente gaseificadas, sucos de caixinha, xarope de milho (syrup), glicose de milho, barrinhas de cereais, cereais matinais, danoninho, toddynho e etc.
Na década de 80 a sacarose foi substituída pelo xarope de milho invertido, rico em frutose em bebidas carbonatadas e também adicionado como edulcorantes em alimentos industrializados. Com isso observou-se um aumento paralelo com a obesidade. O HFCS é usado na indústria pela grande estabilidade que confere aos produtos, pelo aspecto econômico (baixo custo), alta palatabilidade, além de não causar retenção de umidade ao alimento, não cristalizando-o.
Vários estudos realizados com crianças demonstram que crianças com alteração no colesterol, triglicérides e depósito de gordura no fígado devido ao consumo destes produtos. Nos rótulos, a “frutose do mal” é denominada como xarope de milho, sacarose ou xarope de frutose. Por isso, devemos ficar de olho na alimentação das crianças e substituir os potinhos rosas por frutas ou versões de iogurtes infantis sem lactose e açúcar, já encontrados com facilidade em supermercados.
Nada em excesso faz bem. Devemos repensar alguns hábitos alimentares. Até mesmo o suco de laranja pode ser deletério e formar gordura. Já pensou naquele suco de laranja depois do almoço? Ou naqueles sucos feitos com extratores de suco industrial ou mesmo a centrífuga, em que se usa muita fruta e retira toda a fibra?! E as crianças e os adolescentes que são bombardeados com esses produtos industrializados ricos em frutose isolada?!?

De doce a frutose não tem nada!!!




Continuem nos acompanhando e entendendo um pouco mais sobre esse mundo fantástico da nutrição!

Bjokas da nutri!!!



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