Vamos nutrir o cérebro!!!



Com o ritmo de vida atual, repleto de responsabilidades, obrigações, trânsito, família, trabalho, privação de sono, má alimentação, poluição, sobrecarregamos intensamente o funcionamento do nosso organismo, que pode desencadear sérias desordens orgânicas.

Esta intensidade constante de exposição a vários fatores de risco tem um efeito muito prejudicial em nosso organismo. Não é apenas o estresse de ficar irritado, nervoso, impaciente, ou seja, não modifica só o nosso comportamento. Ele repercute no funcionamento de todos os sistemas orgânicos, uma vez que eles estão interligados, pois todos são gerenciados pelo sistema nervoso central que, com esta situação, sinaliza “perigo constante” para o corpo e o cortisol (hormônio do estresse) é liberado em maior quantidade, podendo até chegar à falência.

Neste caso, pode ocorrer o que se chama de fadiga crônica, ou seja, pane geral, onde há um comprometimento de todas suas funções pela falta de produção de energia celular. 

O estresse físico e mental estimula a produção em nosso organismo de radicais livres, substâncias altamente reativas, inflamatórias e oxidativas que detonam nossas células, aceleram o processo de envelhecimento, aumentam o risco de câncer e doenças crônicas degenerativas.

Os radicais livres danificam o funcionamento saudável das células, que, em efeito cumulativo, danificam o funcionamento do tecido, podendo até afetar o órgão por completo, inclusive os neurônios (células do sistema nervoso), além de aumentar o risco de desenvolvimento de desordens neurológicas, entre elas prejuízo a memória e Alzhemier.

Estudos têm mostrado que a dieta equilibrada é fundamental para preservar o bom funcionamento do cérebro e amenizar os efeitos deletérios do estresse. Cientistas do Human Nutrition Research Center on Aging (HNRCA), da Universidade Tufts, nos EUA, estão empenhados em mostrar que a alimentação adequada contribui para evitar o declínio das funções cognitivas e prevenir doenças degenerativas progressivas como Alzheimer, que ocasiona esquecimentos, dificuldade de raciocínio e alterações de comportamento. Os estudos demonstraram que frutas, vegetais, sementes, nozes e grãos contêm diversos compostos que melhoram as conexões entre as células nervosas.

Depois, a equipe verificou que uma dieta rica em colina, micro nutriente derivado de um aminoácido encontrado fartamente na gema do ovo, não só estimula a atividade cerebral, como pode ser particularmente benéfico para a memória. Conheça melhor esse e outros alimentos que devem ter lugar garantido em suas refeições.

OVO

É a principal fonte de colina, que não só participa da formação de novos neurônios, como ajuda a reparar as células cerebrais avariadas. Fora isso, constitui a matéria-prima da acetilcolina, neurotransmissor fundamental para a memória e o aprendizado. A colina favorece a função cognitiva e a melhora da depressão. Comprovou-se, ainda, que esse micro nutriente é tão importante quanto o ácido fólico para o desenvolvimento do sistema nervoso do feto. Uma gema tem cerca de 130 mg de colina. Salmão, soja, fígado, gérmen de trigo e feijão trazem concentrações menores. Como se não bastasse, o ovo é fonte de proteína de alto valor biológico e ainda fornece diversas vitaminas do Complexo B, que facilitam a comunicação entre os neurônios.


PEIXE

O peixe nutri o cérebro e a memória em particular. Ainda mais se for de águas frias, como salmão, sardinha, anchova, atum, arenque e cavala, por fornecerem ácidos graxos altamente benéficos, do tipo ômega 3, que tem reconhecida ação antiinflamatória. Estudos populacionais, identificaram um risco 47% menor de desenvolver Alzheimer em indivíduos com taxas significativas de DHA por consumirem pelo menos uma porção de peixe por semana. Segundo o pesquisador, esse ácido graxo preserva as membranas dos neurônios, colaborando para a troca de informações entre eles. Por fim, os peixes ainda fornecem a vitamina D, que contribui para a renovação dos neurônios. 

Compostos químicos presentes em frutas cítricas e vermelhas (bluberrys, mirtilo), tofu, chá, chocolate amargo, por exemplo, podem estimular a memória e potencializar a agilidade mental, além de proteger os neurônios, combatendo doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson. 



Há algum tempo, os pesquisadores acreditavam que os flavonoides agiam no cérebro da mesma forma que em outras partes do corpo: como antioxidantes, protegendo as células de danos provocados por moléculas instáveis e onipresentes, conhecidas como radicais livres. Atualmente, no entanto, novas pesquisas demonstram que o poder desses compostos de estimular a cognição resulta principalmente de sua interação com proteínas essenciais para manter as estruturas e funções do cérebro.






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